O mercado exige cada vez mais das empresas. A continuidade das atividades de um negócio depende de vários fatores internos e externos, podendo estar no controle das organizações ou não. Por isso, sempre é necessário mensurar dados a fim de auxiliar em tomadas de decisões que interfiram diretamente no âmbito gerencial.
Pode-se listar inúmeros indicadores classificados por grupos como indicadores de lucratividade, de eficácia, de eficiência, de pessoas, de rentabilidade etc. Este artigo não temo objetivo de listar os tipos de indicadores, mas de elencar a necessidade destes para as decisões gerenciais.
Não dá pra falar em indicadores sem traçar metas. Uma coisa está intrinsecamente ligada à outra. Mas o que vemos que organizações criam metas, mas não traçam planos de ação para alcançá-los. É fato que algumas organizações alcançam essas metas, mas isso é contar com a sorte e não com um trabalho baseado em estudo científico, usando da razão. Além disso, é possível que os indicadores carreguem dados além do que de fato buscamos. O indicador baseado numa pesquisa de marketing, por exemplo, pode mostrar realidades além do que buscava. Isso ocorre em testes científicos, sobretudo em laboratório.
Precisamos entender que o dado é o todo, mas a informação deve ser extraída com expertise, mas não de forma amadora. Dessa forma, pode-se afirmar que a distinção entre um dado e uma informação, não se baseia no conteúdo abrangente, mas sim na decisão requerida, ou, que o caráter do dado pode proporcionar.
Tomar decisões sem dados para basear-se é como jogar um dado e esperar que ele nos dê exatamente o que estamos precisando. São justamente essas decisões que ajudarão a organização a atingir a sua visão. Portanto o indicador deve ser encarado como uma ferramenta holística e todos os envolvidos devem conhecer quais as suas responsabilidades, baseado nas informações adquiridas na mensuração dos dados.
Toda tomada de decisão baseada nos resultados de indicadores fundamenta-se no progresso da organização e permite que seja programada ação de melhoria em curto, médio e longo prazo.
O problema para algumas empresas é definir quais os indicadores devem ser mensurados. A observação é que se deve iniciar por aquilo que pode definir a vida da empresa: indicadores financeiros. É a melhor performance do indicador financeiro que garantirá a melhoria de outros indicadores.
Vale ressaltar o cuidado que a liderança deve ter na busca pelo melhor desempenho em relação à sua equipe. Melhorar o indicador financeiro a todo custo pode comprometer outros indicadores que, futuramente poderão comprometer as pessoas envolvidas e, como num ciclo, comprometer o indicador financeiro, em longo prazo. Pessoas bem geridas farão o possível para que os objetivos das organizações onde estejam inseridas sejam alcançados. Mas o desenvolvimento disso deve ser, em todos os âmbitos, aperfeiçoar de forma gradual os processos.
Baseado nas informações acima entende-se que o papel dos relatórios limita-se em fornecer dados que servirão ao gerente, ao analista ou qualquer pessoa que faça uso a tomar decisões que porão a organização em patamares melhores, comparados ao que estava, no inicio do exercício. Preservar o histórico dessas mensurações pode ajudar também. Dados passados não são dados defasados, necessariamente.
O que se compreende na análise de resultado e cada vez mais aumentar as metas e propor meios para alcançá-las. Todas as metas devem ser alcançáveis, não fáceis, mas forçar sempre a melhoria.
Os indicadores são de extrema importância no processo de gestão, pois Independentemente da categoria em que se encontram, são eles quem oferecem a visão que o gestor precisa para enxergar seus processos e conseguir uma base sólida para caminhar em busca da visão.